Quem faz

Camila von Holdefer. 28. Filosofia/Unisinos. Rio Grande do Sul.
Colaborei/colaboro com a Folha de S.Paulo, jornal Zero Hora, blog do Instituto Moreira Salles, revista Trip e alguns outros veículos. Você também me encontra no blog da Editora Carambaia. Veja mais aqui.

Trabalho com revisão e preparação de textos para editoras. Avalio pedidos de leitura crítica (livros ainda não publicados) caso a caso. Entre em contato pelo e-mail camila@camilavonholdefer.com.br.

Para resenhas, não são aceitos livros enviados pelos próprios autores. O contato e o envio devem ser efetuados pelas assessorias de imprensa das casas editoriais. Não abro exceções.

Não veiculo anúncios.

Obrigada pela visita.

 

 

 

[1]

“Não relacionamos os poemas e peças que lemos com os artistas que os escreveram, e nem sequer diretamente com nós mesmos; relacionamo-los uns com os outros. A literatura é um mundo que tentamos construir e acessar ao mesmo tempo.”

“O que jamais veríamos senão nos livros é muitas vezes o que nos leva a eles. Reproduções da vida real, em literatura, são espécimes de laboratório. Em literatura, para dar vida às coisas, não adianta ser fiel à vida: é preciso ser fiel à literatura.”

“Necessitamos de dois poderes na literatura: um para criar e um para entender.
Em toda experiência literária ocorrem dois tipos de resposta. Primeiro vem a experiência direta da própria obra, enquanto lemos um livro ou assistimos a uma peça, sobretudo da primeira vez — experiência acrítica, ou pré-crítica, e por isso não infalível: quando ela é muito limitada, podemo-nos deixar seduzir ou empolgar por uma obra que mais tarde reconhecemos fajuta ou mesmo desonesta. Depois vem a resposta crítica e consciente que damos ao terminar o livro ou sair do teatro: comparamos a experiência com outras do mesmo tipo, e então formamos sobre ela um juízo de valor e proporcionalidade. Com a prática, aos poucos, nossas respostas críticas nos vão tornando as pré-críticas mais sensíveis e precisas — ou nos vai refinando o gosto, como se diz. Mas por trás das nossas respostas às obras individuais acha-se uma resposta maior à nossa experiência literária como um todo, como uma posse total.
O crítico sempre foi conhecido como juiz da literatura, não porque ele ocupe uma posição superior à do poeta, mas porque deve saber alguma coisa de literaura, assim como o direito de um juiz a bater o martelo depende do seu conhecimento jurídico. Se ele vai encarar um Shakespeare, quem vai ser julgado é ele. A função do crítico é interpretar cada obra literária à luz de toda a literatura que ele já leu na vida; é perseverar na luta por compreender do que é que trata a literatura como um todo. A literatura como um todo não é uma exposição de peças enfeitadas com fitinhas azuis e vermelhas, como um concurso de gatos, mas o escopo da imaginação humana articulada conforme se estende desde as alturas do paraíso imaginativo até as profundezas do inferno imaginativo. A literatura é um apocalipse humano, a revelação do homem a si mesmo; e a crítica, não um conjunto de sentenças judiciais, mas a consciência dessa revelação […].

— Northrop Frye, A imaginação educada

 

[2]

“Isso me leva ao papel preponderante da literatura, e da arte, em geral. Seu maior mérito não é propor uma reforma social ou fazer uma crítica política. Como se sabe, o quintal da filosofia e da teologia está entulhado de esqueletos de romancistas e poetas que quiseram competir com filósofos e teólogos, com ideólogos, ou mesmo com profetas. Muito poucos entre eles tiveram êxito, mas isso não está em questão. Uma literatura ruim pode incluir mensagens morais muito importantes e positivas, e continuar a ser literatura ruim.
A característica que define a boa literatura, ou arte, é a capacidade de fazer se abrir um terceiro olho em nossa testa. […] A grande literatura tem se posto nos lugares e nas peles dos outros, estranhos, às vezes odiosos, seres humanos, dom Quixote, os Iagos, os Raskolnikovs desse mundo. A literatura ruim não vai fazer se abrir um terceiro olho. Vai simplesmente repetir o que já sabemos, e nos mostrar apenas o que já vimos.
O que a literatura ruim efetivamente faz é fixar o punhado de clichês morais e psicológicos que a fofoca nos inflige. Sim, a fofoca é prima da literatura de má qualidade, embora a literatura tenha vergonha desse parente e não o cumprimente quando se cruzam na rua.
A fofoca também é uma filha da curiosidade. Mas a fofoca ama os clichês, que adoram reiterar nossos preconceitos e nos assegurar de que tudo e todos continuam a ser a mesma coisa. A boa literatura faz o oposto da fofoca: ela nos conta algo que não sabíamos, sobre nós mesmos e sobre os outros. Ou algo que não queríamos saber.
Porque, enquanto a fofoca se basta com a profundidade da pele, a literatura consegue às vezes realizar o milagre de cavoucar sob a pele. E enquanto a fofoca pretende nos agradar e lisonjear, a literatura tenta nos perturbar.
[…]
Quando escrevo, não estou me dirigindo principalmente às emoções de meus leitores, embora esteja falando também às emoções. Não estou me voltando em especial ao intelecto de meus leitores, embora esteja falando também para ele. Primeira e primordialmente estou me dirigindo à sua curiosidade. Eu lhes digo, como um bom guia de turismo diz a seu grupo, que percebam algo de novo numa cena que já lhes é familiar. Que imaginem como ela pareceria se estivéssemos bem alto na montanha que se ergue acima de nós ou lá embaixo, naquele porão onde uma mulher pendura roupas para secar.”

— Amós Oz, Como curar um fanático

 

[3]

“Quando lemos, devemos reparar nos detalhes e acariciá-los. Não há nada de errado com o luar da generalização se ele vem depois que as minúcias ensolaradas do livro tenham sido amorosamente coletadas. Caso parta de alguma generalização banal, o leitor toma o rumo errado e se distancia do livro antes mesmo de começar a entendê-lo. Nada é mais enfadonho ou mais injusto para o autor do que, por exemplo, começar a ler Madame Bovary com a noção preconcebida de que se trata de uma denúncia da burguesia. Nunca deveríamos esquecer que, como a obra de arte é sempre a criação de um novo mundo, a primeira coisa a fazer é estudar esse novo mundo tão de perto quanto possível, encarando-o como algo novo em folha, sem nenhuma conexão óbvia com os mundos que já conhecemos. Quando esse novo mundo houver sido minuciosamente estudado, então, e só então, examinemos seus vínculos com outros mundo, outros ramos do conhecimento.
[…]
Tempo e espaço, as cores das estações do ano, os movimentos dos músculos e das mentes, é disso que se servem os escritores talentosos (tanto quanto podemos imaginar, e confio em que estou certo), e não de noções tradicionais passíveis de serem tomadas por empréstimo nas bibliotecas volantes das verdades públicas. Os grandes artistas aprenderam a expressar de maneira peculiar a cada um deles uma série de surpresas especiais. Aos escritores menores resta a ornamentação dos lugares-comuns, pois, não se dando ao trabalho de reinventar o mundo, simplesmente tentam extrair o máximo possível de determinado esquema de coisas, dos padrões tradicionais da ficção. As diversas combinações que os autores menores são capazes de produzir dentro desses limites estreitos podem ser bem divertidas de um modo algo efêmero, uma vez que leitores menores gostam de reconhecer suas próprias ideias sob uma roupagem agradável. Mas o verdadeiro escritor, aquele que faz planetas girarem e, tendo esculpido um homem adormecido, utiliza sua costela, não dispõe de valores pré-fabricados: ele próprio precisa criá-los. A arte da escrita é algo muito inútil se não implicar, antes de tudo, a arte de ver o mundo como uma ficção em potencial. O material desse mundo pode ser bem real (tanto quanto a realidade o permite), porém não existe como um todo bem conhecido: ele é o caos, que o autor ordena que entre em ação, permitindo que o mundo se acenda, bruxuleante, e entre em ignição. Seus átomos então se recombinam, e não apenas nas partes visíveis e superficiais. O escritor é o primeiro a organizá-lo e a modelar os objetos que ele contém. Aquelas frutinhas ali são comestíveis. Aquela criatura de pele sarapintada que atravessou o caminho pode ser domesticada. Aquele lago, em meio às árvores, será chamado de lago Opala ou, mais artisticamente, de lago da Pia da Cozinha. Aquela névoa é uma montanha — e a montanha precisa ser conquistada. O grande artista vai subindo por uma vertente sem trilha, e, chegando ao topo, em um penhasco ventoso, quem vocês pensam que ele encontra? O leitor ofegante e feliz, e lá eles espontaneamente se abraçam e ficam unidos para sempre se o livro durar para sempre.”

— Vladimir Nabokov, Lições de literatura

 

[4]

“O Tyrls era um local mais modesto do que fora a praça da Ópera, em Berlim, em 10 de maio de 1933, e em Bradford apenas um livro estava em questão, não 25 mil ou mais; pouquíssimas das pessoas ali reunidas saberiam alguma coisa a respeito do evento presidido, mais de 55 anos antes, por Joseph Goebbels, que gritara ‘Não à decadência e à corrupção moral! Sim à decência e à moralidade na família e no Estado! Atiro às chamas os textos de Heinrich Mann, Ernst Gläser, Erich Kästner’. Obras de Bertolt Brecht, Thomas Mann e até de Ernest Hemingway também tinham sido queimadas nesse dia. Não, os manifestantes nada sabiam daquela fogueira ou do desejo dos nazistas de ‘expurgar’ ou ‘purificar’ a cultura alemã de ideias ‘degeneradas’. Talvez também não estivessem a par do termo auto de fé ou das atividades da Inquisição católica, mas, mesmo que carecessem do conhecimento de história, ainda assim eram parte dela.
[…]
Ele olhava para seu livro queimando e pensava, naturalmente, em Heine. Entretanto, para os homens e rapazes raivosos de Bradford, Henrich Heine nada significava.
Dort, wo man Bücher verbrennt, verbrennt man am Ende auch Menschen. (Onde se queimam livros, também se queimarão homens.)”

— Salman Rushdie, Joseph Anton

 

 

41 Comentários Sobre

  1. Eduardo

    Boa noite Camila !

    Agradeço pelos comentários a respeito da Cia dos Livros, colocarei o assunto em pauta com a equipe, pois o nosso intuito é sempre melhorar.

    Reply
  2. silvio ferraz

    Camila, tenho aproveitado muito os livros abertos por você. Continue vibrante como sempre e a tua legião de fãs continuará sempre a aplaudi-la e aproveitar culturalmente o teu trabalho, democraticamente e generosamente espalhado.
    Parabéns e um abraço,
    silvio

    Reply
  3. v.

    descobri teu blog há algumas semanas. na verdade, descobri teu skoob através do grupo do philip roth de lá. adorei teus textos e invejei sua coleção de obras do roth. nunca conheci alguém que amasse tanto o roth assim (devo dizer que amo o velho). e me surpreendeu ainda mais que fosse uma mulher (convenhamos, parece-me que as mulheres são um tanto avessas a ele).
    se o blog continuar assim, pode ter certeza que sempre terás um leitor.

    Reply
  4. Poeta Classicista

    Soneto a Camila

    Quem cuidar, senhora, de vos ver
    Com gesto feminil e delicado,
    Cuidará que Natura há formulado
    Em vós o quanto pode conceber;

    Como pode o meu verso oferecer
    Agrado a vosso gesto sublimado,
    Como Vênus e Atena vos há dado
    Casando fermosura com saber?

    Se acaso nestes versos ocupeis
    O vosso olhar suave e serenado,
    Ventura me dareis e novo alento.

    Em ser-me grata, não vos preocupeis,
    Que eu por existirdes já ‘stou pago:
    Somente de escrever-vos me contento.

    25/09/2012 – Anônimo

    Reply
  5. Luana Costa

    Achei-te por acaso! Ao procurar uma imagem do livro Nas tuas mãos da InÊs encontrei esse blog por curiosidade. Achei linda a foto “de capa” e por isso cliquei. Seus post’s tbm. Estudo Letras (Literatura) e amo livros, textos, histórias, leituras, cultura, lugares, artes… Não seria diferente, não é msm? Rs. Achei mto legal o seu blog! Ainda estou lendo suas publicações. Parabéns pela iniciativa, maravilhosa. E sim, estude. Sou técnica de enfermagem, fiz Farmácia até o 2º período e migrei quase que flutuando para Letras, onde me encontrei. Abraço, Lu!

    Reply
  6. Poeta Classicista

    Soneto a Camila II

    Transcendendo o saber aristotélico
    Que à mulher o intelecto lhe renega,
    A arte que esculpira vosso gesto
    Ciência milagrosa em vós desvela;

    Pitagórico ensaio geométrico
    Fostes vós de Natura, pois que Ela,
    Se em tudo há posto esmero honesto,
    Teve em vós ũa obra sempiterna;

    Primos números, senos e cosenos
    Usou em dura prova a matemática,
    Talhando-vos em formas rigorosas;

    Viestes numa concha e, como Vênus,
    Sois de Natura a pérola emblemática:
    Sapiência com faces primorosas!

    26/10/2012 – Anônimo

    Reply
  7. Poeta Classicista

    Soneto a Camila III

    Tratais com esquivança todo o mundo
    E o mundo sois, senhora, sendo esquiva:
    Sabeis que sois ao mundo apetecida,
    Porém negais que vos conheça a fundo.

    Que valerá, donzela, serdes lida
    Se não levais consigo amor profundo?
    Por mais que conhecer em livros muito
    Possais, vós não podeis ser conhecida.

    Quanto saber a todos revelais
    Recolhendo-vos, em claustro oculto,
    É quanto estais ao mundo ocultada.

    Triste estado, dama, esse que levais:
    Toda a beleza em que vos vê o mundo,
    Dormindo em vossos olhos sepultada!

    Reply
  8. Bruno

    Camila, conheci o seu site ao acaso há alguns meses e ele já se tornou o meu favorito. Não conheço mais sobre você do que está na descrição acima, mas sou um grande fã. (Cada vez que leio uma resenha sua bate aquela vontade de conversar sobre literatura com você pessoalmente. E não, não sou um maníaco perseguidor da internet. HAHAHAHAHA) Amo/sou suas indicações. Pena que não tenho acesso a uma livraria decente na minha cidade e/ou dinheiro para adquirir muitas delas. ): Queria muito saber a sua opinião sobre alguns livros e autores. Mas, enfim, parabéns pelo seu trabalho.

    Reply
  9. Isabel Mello

    Descobri o blog por acaso e adorei. Já virei fã. Me surpreendi por você ser uma menina tão jovem mas, com uma bagagem de leitura tão grande e tão bacana. Você escreve muito bem. Incentivo minha filha (tem 8 anos) a ler e espero que um dia ela possa ser uma leitora voraz, assim como você. Parabéns.

    Reply
  10. Jorge H Fernandes

    Olá, Camila. Tudo bem?

    Descobri seu blog por acaso há uma semana. Mas não é por acaso que estou a ler cada uma de suas postagens desde o início. Sempre que sobre um tempo no trabalho, acesso Livros Abertos. Realmente, é muito bem redigido e uma ótima fonte de referências. Além de preferências de autores, editoras, vi, pela página do Facebook, que temos ainda um gosto por estantes e bibliotecas. E, sim, também tenho uma certa obsessão em ter os próprios livros e uma baita desconfiança em emprestá-los. Obrigado por manter este blog em alto nível. Parabéns.

    Reply
  11. Jorge H Fernandes

    Camila, boa tarde.

    Eu escrevi nestes dias uma mensagem para você e vi que a aceitou. Mas, eu cometei um errinho: “Sempre que sobre um tempo no trabalho”. Quis dizer: “Sempre que sobra um tempo no trabalho”. Vou enviar de novo, pode ser?Desculpe-me.

    Reply
  12. Marcus

    Oi Camila, não tenho uma percentagezinha sequer da pretensão de simpatia do poeta classicista aí arriba, mas que deu uma vontade danada de lhe conhecer e conversar horrores sobre literatura, aí que deu ó. Que belo espaço, que interessantes resenhas. Trata-se de um trabalho magnífico. Dos melhores e mais consistentes que vi nesse gênero. Com entusiasmo. Abraço.

    Reply
      1. Marcus

        Maravilha!!! Retornei aqui em busca de uma referência e encontrei seu feedback. Nem me lembro se esse Marcus aí sou eu mesmo! Me lembro que passei por aqui tempos atrás e que deixei rastros, pegadas…De todo modo, esse Marcus aí pode muito bem ser eu mesmo. 😉 Abração!

        Reply
  13. Edna Dantas

    Camila,
    encontrei o seu blog numa pesquisa no Google. Queria ler mais sobre Elena Ferrante e descobri o texto que você escreveu aqui. Já incluí o seu blog nos meus favoritos e a partir de agora passo a segui-lo e a ler o que você escreve com regularidade. Parabéns!

    Reply
  14. Graça

    Oi, Camila!
    Estou sempre por aqui. Livros Abertos é magnífico e meu grande companheiro.
    Adoro, adoro.
    Parabéns e obrigada pelos bons momentos que vivencio aqui.

    Reply
  15. Ivan Ostrovski

    Oi, Camila!

    Só por curiosidade mesmo, você não pretende resenhar autores ‘clássicos’? Acho que o autor mais velho que você resenhou aqui foi Faulkner, se não me engano.

    Por que o foco total na literatura contemporânea?

    Abraço.

    Reply
    1. Camila von Holdefer

      Oi, Ivan,
      Sua dúvida é uma dúvida frequente. Tenho recebido essa pergunta por e-mail e em outros canais de comunicação. No geral, considero um pouco pueril rotular de resenha um texto sobre um clássico. Milhões (sem hipérbole aqui) de linhas já foram escritas a respeito de Tolstói, de Victor Hugo e de Homero, algumas densas, algumas simples, e fico me perguntando o que eu poderia acrescentar a isso. Por outro lado, ignorar os clássicos tem dado a impressão errada. Num bate-papo durante uma festa literária local, diante de uma plateia pequena, fui apresentada pela mediadora como uma resenhista cujo interesse gira em torno da literatura contemporânea, não mais do que isso. É essa a impressão de quem acompanha o Livros abertos, como é natural. Desde então, tenho pensado em uma maneira de abordar os clássicos sem cair numa linguagem engessada, que não serve para a internet, e sem martelar mais do mesmo. Fico muito incomodada, muito mesmo, com aquela coisa de acumular conteúdo, que me parece quase oposta à noção de produzir um conteúdo original e útil. Na verdade, a tag “Boas leituras” surgiu com a intenção de trazer livros que de outra forma não poderiam ser abordados, ainda que eu não tenha conseguido desenvolver a ideia como eu gostaria. Prometo tentar encontrar uma brecha. Não quero resenhar um livro que já fez aquela curvinha no tempo. 🙂 Não funciona. É um formato muito, muito pobre e ingênuo. Mas deve haver uma saída. Sigo quebrando a cabeça.
      Um abraço.

      Reply
  16. Marcela Santos

    Olá, Camila!
    Você já pensou em fazer vídeos sobre os livros? E, na sua opinião, você se considera crítica ou resenhista? Li um texto ótimo seu outro dia sobre isso, e às vezes eu te considero crítica, outras vezes, resenhista – não que uma coisa diminua a outra ou seja pior do que a outra, pois são diferentes; mas ouvir sua opinião sobre isso ajudaria muito a entender melhor a questão em sua generalidade. Valeu!

    Reply
    1. Camila von Holdefer

      Oi, Marcela!
      Nunca quis fazer vídeos. Acho que não me sentiria muito confortável falando de livros diante de uma câmara.
      Ou não exatamente isso; acho que a coisa toda perderia a graça, porque gosto mesmo é de escrever. 🙂
      Quanto à outra pergunta, acho que às vezes escrevo crítica e às vezes escrevo resenhas, como você apontou. Geralmente me apresento como crítica, porque é uma função mais conhecida, digamos, mas isso não me impede de produzir mais resenhas do que qualquer outra coisa. Pelo menos por enquanto.
      Obrigada pelo comentário e pela leitura.

      Reply
    2. Camila von Holdefer

      Sobre a distinção entre as duas coisas: crítica é algo muito mais aprofundado, que procura situar um livro e um autor em um panorama amplo, e não só literário. Resenha é algo mais breve e mais direto.
      A crítica tem mais espaço na academia. A resenha ainda tem seu lugar na mídia. Mas não são coisas tão estanques assim.

      Reply
  17. Jusberto Cardoso Filho

    Eu sou poeta conhecido em Ouro Preto, já participei do Caderno Literário Pragmatha de POA, Sou Bacharel e tenho Especialização em Filosofia pela UFOP, já trabalhei com Cinema, livros e militância política… Foi uma grande surpresa para mim , este site, sob o perigo iminente de se acabar com o Minc, seus incentivos e Leis.. Adorei as críticas mordazes e capciosas do site, fui influenciado pela Tchurma do Pasquim e poetas como Drummond e outros modernistas e concretos… De agora em diante, vou acompanhar o site, como leitura obrigatória… Parabéns… Fiz uma troca cultural no Rio, Beagá e Sampa…. E hj vivo plugado em Ouro Preto. abrçs

    Reply
  18. Renato

    Camila! Não sei se estou pedindo um pouco demais, mas considerando sua paixão pela obra de Roth, você veria sentido em fazer uma espécie de “visita guiada” à obra dele? Porque eu confesso que fico meio perdido quando se trata de Roth: (i) são muitos livros; e (ii) alguns parecem ter uma espécie de fio condutor comum, ou dialogam de alguma forma, de modo que talvez fosse mais aconselhável lê-los em sequência (estou só divagando aqui, pode me corrigir à vontade). Mas sobre isso tudo não há informações reunidas, só remissões esparsas feitas aqui e ali. Então essa “visita guiada” seria realmente para tentar traçar um norte, uma espécie de roteiro por entre esses livros todos. Você acha que isso seria viável?

    Reply
    1. Camila von Holdefer

      Esse texto já está em formação há (literalmente) anos, Renato. Não é exatamente um guia de leitura, mas um apanhado enorme da obra do Roth. Não publiquei ainda por haver uma chance de o texto sair em outro formato que não o digital. Mas vou pensar na ideia de me ater a um pequeno passo a passo. 🙂

      Reply
  19. Graça

    Olá, Camila!
    Passei minha tarde com Livros Abertos, uma delícia!
    Estou procurando por seus comentários sobre os vários livros de Roth, nossa paixão.
    Só encontrei sobre Nêmesis.
    Ontem, li Os Fatos e queria rever outros que foram lindamente registrados aqui, inclusive uma homenagem prestada por você a ele, quando Roth completou oitenta anos. Não achei.
    Mas fiquei esperançosa lendo sua resposta ao Renato. Será? Será?
    Finalmente, estou sentindo um cheiro que amo, livro novo , autora Camila Von Holdefer!
    Abraços.
    Sucesso!!!

    Reply

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *